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Telhados de Lisboa

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Batidos de sol da tarde,

Brilham telhados vermelhos.

Salpicam, sem grande alarde,

A colina, de mil espelhos.

São faces ao céu erguidas,

Flores de um jardim-cidade,

Telhados, marcos de vidas,

Seres eternos, sem idade.

Róseos, ténues, pardacentos,

No claro-escuro da serra,

Surgem às dúzias, aos centos,

Altares nascidos da terra.

Seu luzir a prece soa,

Silente, forte louvor,

Que as gentes de Lisboa,

Dedicam ao Criador.

Ilona Bastos

Lisboa, 1980

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Poema: Ilona ..Bastos 

http://geocities.yahoo.com.br/ibbaptista/

Fotografia: Mário Lopes

http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Portugal/photo216045.htm

Som de Fundo: Chopin, 5 Mazurkas, Opus 7, nº 1

Animação: http://www.ilona,com.br/

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