| . Batidos
de sol da tarde,
Brilham telhados
vermelhos.
Salpicam, sem grande
alarde,
A colina, de mil
espelhos.

São faces ao céu
erguidas,
Flores de um
jardim-cidade,
Telhados, marcos de
vidas,
Seres eternos, sem
idade.

Róseos, ténues,
pardacentos,
No claro-escuro da
serra,
Surgem às dúzias,
aos centos,
Altares nascidos da
terra.

Seu luzir a prece
soa,
Silente, forte
louvor,
Que as gentes de
Lisboa,
Dedicam ao Criador.

Ilona Bastos
Lisboa, 1980
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