POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS

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AMOR DE MÃE

Ilona Bastos

CONHEÇA AS OBRAS DE GUSTAV KLIMT

Mother and Child, Gustav Klimt, 1905

Tão inquieto está o meu coração!

Esta angústia que se alastra pelo peito,

Que me sobe até ao pescoço,

Aperta a garganta e explode

Por detrás do olhar que finjo

Alheado e seco, lúcido e tranquilo,

Como se não soubesse, não temesse

Ou não sentisse….

 

Como se fosse possível …

A este coração que tanto ama,

A este peito que amamentou,

A este pescoço que o doce afago sentiu

Dos bracinhos meigos de bebé,

A esta garganta donde partiu

O sussurrar das palavras cujo eco

 – Mamã, Papá! Papá, Mamã! - acendeu,

Neste olhar, um brilho inextinguível,

Alimentado de esperança e alegria,

De felicidade e amor, ao pousar terno,

Em carícia, sobre o vulto do filho amado…

 

Como se fosse possível…

Deixar de doer o senti-lo sofrer,

Deixar de chorar ao vê-lo afastar,

Deixar de rezar ao temer perder

Seus passos pelos caminhos da vida…

 

Assim é o amor de mãe - inexprimível por palavras:

Mais rico que todos os vocábulos,

Mais amplo que uma casa, uma cidade,

Mais forte que um país, um continente!

Impetuoso como um tornado,

Destemido como um tsunami,

A inundar o Mundo em que o lançamos

A ele, o nosso filho, dádiva maior,

Fruto do nosso amor, da nossa carne,

Dos nossos sonhos, dos nossos desvelos,

Do nossos ideais, do nosso ser!

 

 

Lisboa, 23 de Junho de 2007

 

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Sugestão de visita: Olhares sobre Lisboa

 

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Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, Opus 25

Mais recente actualização: 23 de Junho de 2007