Desacelero os
movimentos,
Os meus braços movem-se
Suavemente, como numa
dança,
Escuto o silêncio e os
sons da noite,
Concentro-me no roçar
do lápis
Sobre o papel,
No arfar da minha
respiração,
No correr dos
automóveis, ao longe.
.
A lucidez da noite
invade-me,
Agora que devo deitar-me
e dormir
.
Mas como entregar-me ao
sono
Se o meu corpo e o meu
espírito
Estão despertos,
iluminados,
Os pensamentos flúem,
velozes,
Clareados e definidos
pelo luar,
E os músculos encerram
em si
Uma energia
infinita, reclamando
Espaço,
movimento, acção?
.
À volta o
silêncio, e em mim
A sinfonia do
despertar
.
.