POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS

 

NO OUTONO

Ilona Bastos

 
 

Washigton Maguetas, Outono - Horto

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Escuta-me! Só sou, verdadeiramente, no Outono.

Só sou, verdadeiramente, quando as folhas

iniciam o processo de amarelecimento nas árvores.

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Começo a ser com as primeiras nuances

a desprenderem-se, brandamente, dos ramos,

a balançarem, quase imperceptivelmente, no ar,

a pousarem, tímidas, a um canto da calçada.

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Cresço no acumular de ousadias douradas pelo passeio.

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Sou nas primeiras manhãs de céu encoberto,

as árvores despojando-se de véus esvoaçantes na aragem...

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Esquece o Verão insensato em que não fui.

Procura-me no Outono...

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© 2004 - Ilona Bastos - Todos os direitos reservados

Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, 2 Nocturnes, Opus 27, nº 2

Mais recente actualização: 13 de Dezembro de 2005