POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS

 

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DO CALEIDOSCÓPIO

Ilona Bastos

 
 

Washigton Maguetas, Tempo de Outono

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Nova e velhamente sentada a uma mesa do Caleidoscópio,

perante o lago do Campo Grande

sempre esfuziante de luz,

paisagem intensa de sonho luminoso,

imaginário de cisnes deslizando na superfície resplandecente

fantásticas evoluções que desenham

maravilhas desconhecidas.

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Alheamo-nos uns dos outros,

atentos às brancuras rítmicas que ondulam,

serenamente, brilhantes, diamantes,

míticos esplendores de suavidade.

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Como descrever? Impossível

qualquer aproximação da realidade.

Porque nunca a realidade foi tão irreal

como neste paraíso avistável do Caleidoscópio,

como este espantoso momento em que o lago,

recoberto de escamas prateadas,

se dobra e desdobra

em mil fantasias!

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© 2004 - Ilona Bastos - Todos os direitos reservados

Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, 2 Nocturnes, Opus 27, nº 2

Mais recente actualização: 10 de Dezembro de 2005