É na tua
dor, na tua fúria,
Que melhor
te conheço e amo.
É na tua revolta, na tua
frustração,
Que mais
perto te encontro e sinto.
É na tua angústia, nas
tuas lágrimas,
Que maior
nitidez ganha a visão
Desse caminho longo e duro
Que te
espera, e tens de percorrer,
Até que o
porto seguro te receba,
Nesse futuro
que pensas longínquo,
Mas tão
próximo está do amanhã.
Como ajudar-te?
Como
suavizar-te a caminhada?
Como
garantir-te a felicidade
E as
qualidades mil que te pedem,
Enquanto
Homem, para viver?
Enxugo-te o pranto, que é
meu também,
E com
carinho amparo-te
Na rebeldia
jovem que te move,
Nessa
crença de que só a Justiça vale
E de que a
Verdade segue uma única via.
Como ajudar-te?
Como
suavizar-te a caminhada?
Como
auxiliar-te a carregar o fardo,
E encarar a
vida, que não é sonho -
Mais feita
de espinhos que de rosas?
À tua fúria, o meu
carinho,
À tua
revolta, a minha calma,
À tua
frustração, a minha esperança,
À tua
angústia, o meu sorriso,
Às tuas
lágrimas, a nossa fé,
À tua dor,
o meu enorme, imenso, amor