POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS


COMO SOA O POEMA

Ilona Bastos

Fotografia carreau-de-verre


Não soa o poema ao criador.

Irrompe do fundo de nenhures,

Pensamento luminoso, súbito,

Na brancura do papel a derramar.

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Não soa em alta voz a poesia.

Pois é ideia ágil, forte e clara,

É passo vivo ou mesmo galopante,

Que o braço move e leva pelo ar.

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Não soa como som, já que é mais luz,

Corrente descendente até à mão,

Vaivém audaz do lápis no papel

Furor intenso e débil a criar.

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Não soa como o fazem as tiradas,

Libertas na conversa ou no canto.

Não soa como corpo, pois é alma

Das letras e palavras faz seu pranto.

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 Lisboa, 29 de Novembro de 2004

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© 2004 - Ilona Bastos - Todos os direitos reservados

Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, 12 Etudes, Opus 25, nº 1

Mais recente actualização: 29 de Janeiro de 2005