POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS


O MUNDO DO AVESSO

Ilona Bastos

Foto da Internet

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Escrever poesia é virar o mundo do avesso:

Num poema, é o galo que canta e acorda o sol;

Noutro, é o olhar que salta da janela e alcança a paisagem,

Noutro, ainda, é o mundo inteiro contido numa poça de chuva…

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Que absurdo! Que ilógico! Que irreal!

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E, no entanto, prefiro a poesia.

Prefiro o absurdo ao prosaico,

o ilógico ao coerente,

o irreal a esta ficção horrível

que nos fornecem e a que chamam realidade…

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Não podemos ter a certeza do que seja a realidade,

mas intuímos o irreal a mil léguas.

Portanto, de real temos somente o irreal,

temos somente a poesia, temos o avesso do mundo,

que é afinal o único mundo que temos!

 

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 Lisboa, 1 de Novembro de 2004

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Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, 12 Etudes, Opus 25, nº 1

Mais recente actualização: 29 de Janeiro de 2005