POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS

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A VINHA E A ESPERANÇA

Ilona Bastos

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Fotografia: Dovi Barak

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Agora, é a videira que se enche de parras e de uvas,

que cresce, afoita, num reboliço de gavinhas,

limbos, pecíolos, bainhas, e que se expande sobre o muro,

galgando-o magnificamente, desafiando a rua,

debruçando-se, viçosa, com seus cachos caprichosos,

sobre os carros, as carrinhas e os apressados peões.

Nada teme esta videira citadina, tão tranquilamente verde,

tão essencialmente terra, água e sol, tão fiel a si mesma!

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Pudéssemos nós, humanos, conhecer a nossa natureza,

Interiorizá-la, assumi-la, vivê-la, expressá-la,

independentemente do solo onde nascemos

e dos obstáculos que a vida nos coloca,

indiferentemente das modas e passageiras seduções.

Seríamos o Homem na sua identidade perfeita,

íntegro defensor do Amor, da Paz universal e do Bem.

Tão natural nos seria sermos humanos como à vinha é ser vinha.

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Na vinha encontro a plenitude, a beleza do ser.

Enquanto os homens continuarem a plantar vinhas na cidade,

alguma esperança haverá para o Mundo!

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 Lisboa, 13 de Setembro de 2004

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SSugestão de leitura: Poenise - Poesia de Denise Severgnini

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Pintura de Henri Lebasque

Som de Fundo: Almost Too Serious - Scenes from Childhood - Opus 15 - Robert Schuman

Mais recente actualização: 17 de Agosto de 2006