POESIA DE

ILONA BASTOS

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POEMAS


OUTONAL

Ilona Bastos

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É o clamor difuso das folhas das árvores

É a verdura que emoldura as pedras da calçada

É o voar dos toldos brancos na tenda do jardim

É o céu em tons de cinzento que súbito chora

É o aroma silvestre da terra e da relva molhada

É o vento que empurra gabardinas e guarda-chuvas

É o assobio que entra pelas frinchas das janelas

É a corrida das gotas de água no pára-brisas

É o aguaceiro que pára, espantado, e sorri

É o reflexo agitado dos ramos nas poças de chuva

É o fumo das castanhas assadas à saída do cinema

É a nuvem dourada das folhas varridas e amontoadas

É o florir inocente das violetas no vaso da minha sala.

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Lisboa, 20 de Outubro de 2004

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© 2004 - Ilona Bastos - Todos os direitos reservados

Pintura de Henri Lebasque

Som de fundo: Chopin, 2 Nocturnes, Opus 27, nº 2

Mais recente actualização: 29 de Outubro de 2004