É VERÃO NO BOSQUE! |
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A COELHINHA MAGUI Pelo bosque não se ouviam já os tiros das espingardas nem os latidos dos cães. Tinha acabado a guerra entre os homens e os animais. E durante mais alguns meses os habitantes do bosque poderiam viver em paz, sem a constante ameaça dos caçadores. Agora, o sol insistia em mostrar-se sorridente e o céu vestia-se de azul.
-Acabou a guerra! Podem sair das tocas sem receio! Pequenos olhos espreitaram do fundo das árvores e sebes, mas ninguém se atreveu a aparecer. Espantado com tal comportamento, o passarinho voltou a gritar, mas desta vez com indignação: - Ora, seus
medricas! Venham daí, já que não acreditam em mim, e
vejam se não é verdade! Venham! Venham! Depois destas palavras, ouviu-se grande alarido, e começaram a sair das moitas, das árvores e das tocas, pequenos esquilos, pássaros e coelhos que, receosos, lançavam rápidos olhares à sua volta. - Como é que sabes que terminou a guerra? perguntou um esquilo, desconfiado. - Já não
se ouvem os tiros das espingardas, nem se sente o rosnar
dos cães. E olha o sol, como nos convida para mais um
bom período de descanso respondeu o passarinho,
muito convencido. Fez uma pausa, para pensar um pouco, e
depois continuou, em voz de comando: - Temos de avisar os outros. Sigam-me! Bateu asas e começou a voar na direcção da clareira mais povoada do bosque. Atrás, seguiam-no, com grande algazarra, pequenos animais que apareciam dos mais escuros recantos daquele vasto labirinto. - Acordem, seus dorminhocos! Saiam cá para fora! gritava o comandante do batalhão. Acordem! Mas ao
entrar numa clareira, duas patinhas ergueram-se e dois
sonoros Chiu fizeram-se ouvir: - Chiu! Está calado! Nesta casa, nasceu uma coelhinha disse um ratinho, apontando para a árvore mais próxima. Tens de parar com esse barulho. - Podemos ver a coelhinha? perguntou logo um esquilo, entusiasmado. - Não sei respondeu o ratinho, lançando um olhar inquiridor à ratinha que se encontrava ao seu lado. Achas que podemos mostrar a coelhinha Magui? - Com certeza! disse a ratinha, satisfeita. E, abrindo a porta da toca dos coelhinhos, avisou, baixinho:
O grupo de animais, até aí alegre e barulhento, entrou cuidadosamente num lindo quarto, onde os raios de sol brincalhão tentavam despertar a coelhinha. A bebé, deitada sobre uma caminha de trevos e flores, dormia descansadamente, sob o olhar terno dos pais. - Como é bonita! exclamaram uns. - E tão pequenina! espantaram-se outros. E o ar
sério, que todos tinham adoptado, fugiu tão depressa
que ninguém o viu. Nos rostos dos visitantes tornaram-se
visíveis os sinais da grande alegria e da pura
felicidade que transbordava dos seus generosos
corações. Dos sorrisos nasceram gargalhadas. Dos
sussurros cresceram gritos. E não - Calma! Calma! recomendou a mãe, com voz suave. Se querem cumprimenta-la, têm de vir um de cada vez. - Como se chama ela? quis saber o gato, que foi o primeiro a ser apresentado à bebé.
- Magui, os nossos vizinhos do bosque querem conhecer-te, portanto sê amável. Embora pequenina, a coelhinha pareceu compreender as palavras da mãe, e olhou surpreendida para o grupo de bichos alegres que lhe sorriam e acenavam. Um a um, todos os animais a cumprimentaram, e no final Magui viu-se rodeada de festas e olhares amigos que faziam o possível para lhe agradar. No entanto, Magui não passava de uma bebé, e por isso adormeceu de seguida, enquanto, pata ante pata, os visitantes deixavam o quarto, aonde novamente regressaram a paz e o silêncio.
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Texto © 1998-2003 - Ilona Bastos *** Imagens Animadas - http://gifsanimados.espaciolatino.com/ |
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