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A FESTA DE NATAL |
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Uma História da Avómi
O Pedrinho era um menino muito bom e amigo de todos os companheiros. Ia realizar-se a Festa de Natal na sua Escola, a azáfama era enorme e as pessoas corriam de um lado para o outro, para que tudo estivesse preparado a tempo. Faltavam apenas aquelas pequenas coisas de última hora, pois tudo o que podia ser feito com antecedência, estava pronto. A sala estava muito bem ornamentada com estrelas de Natal, Árvore de Natal e todos aqueles enfeites bonitos e alusivos ao nascimento de Jesus. Estava tudo tão bonito e havia tanta alegria, que as pessoas pensavam como seria bom se todos os dias fossem de Natal. Deram-se os últimos retoques no próprio dia e quando chegou a hora da Festa, ouviu-se bonita música, canções de Natal, viu-se uma peça de teatro muito bem representada pelos alunos da Escola, danças, jogos, e os meninos estavam radiantes. À medida que a Festa decorria, a alegria das crianças aumentava e a dada altura começou a fazer-se a distribuição das prendas deixadas num grande saco pelo Pai Natal. Todos os meninos tiveram prenda menos o Francisquinho, o que deu origem a uma grande surpresa pela parte de todos os presentes. A professora que distribuiu os prémios, bem procurou no fundo do saco, sacudiu-o, meteu a mão, na expectativa de encontrar qualquer coisa, mas não. O Francisquinho, muito triste, retirou-se para o canto, olhinhos rasos de água e a pensar que, de certo, o Pai Natal estava zangado por qualquer maldade que ele tivesse feito e, para o castigar, não lhe deixou um presentinho. O Pedrinho teve uma prenda muito bonita; era mesmo o que tinha pedido na carta que escreveu ao Pai Natal, pelo que ficou muito satisfeito. Mas ao ver o seu grande amigo tão triste que fazia dó, correu para ele de bracinhos estendidos e disse: - Toma lá, Francisquinho, esta prenda é tua. São tantas prendas que, de certo o Pai Natal escreveu o meu nome, quando deveria ter escrito o teu. O Pedrinho não queria que o amigo recusasse o presente e resolveu dizer que aquele lhe havia sido dirigido, por engano. O Francisquinho, com a prenda na mão, sem saber bem que fazer, mas porque não queria que o amigo ficasse sem o brinquedo, quis devolver-lho. Por outro lado, não queria fazer essa desfeita ao Pedrinho que, com tanto gosto, lhe tinha dado o presente, de modo que hesitou um pouco antes de decidir. De repente lembrou-se e disse: - Olha, Pedrinho, dizes que a prenda é minha e que o Pai Natal se enganou ao escrever o nome, não é? - É verdade, Francisquinho! Não te preocupes, que não fico triste. - Ai não ficas, não! - disse o Francisquinho - Esta prenda passará a ser dos dois e, como se trata dum jogo, até dá para outros colegas nossos partilharem. Concordas comigo? - Claro que concordo e até louvo a tua lembrança! - exclamou o Pedrinho, muito contente. Nisto, abriu-se uma porta e entrou o Pai Natal com um presente que entregou ao Pedrinho, ao mesmo tempo que disse: - Pedrinho, esta é a tua prenda de Natal e quero dizer-te que gostei muito da tua acção. Ainda bem que contei mal os meninos, pois assim fiquei a conhecer-vos melhor. A ti, Francisquinho, peço desculpa pela tristeza que te causei, mas também fiquei a saber, dada a tua atitude, que és um menino exemplar. Gostava que todos os meninos fossem como o Pedrinho e o Francisquinho. - Obrigado, Pai Natal!!!... - disseram os meninos em coro - Havemos de te fazer a vontade!
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