No Natal
de
Maria da Fonseca

Todos vieram
à ceia.
Aproximou-se a família.
Nossa casa ficou cheia
Nesta amorosa Vigília.

O Presépio foi armado
Como nos outros Natais.
Jesus, Menino adorado,
Co'as figuras principais.

A
partir da meia-noite
Será
Seu Aniversário.
Adoramos
que pernoite
E viva
em nosso sacrário.

As crianças, bem
contentes,
Correm, como no recreio.
Em toda a parte, presentes,
É gritado o seu chilreio.

Mesmo em frente da janela,
A
árvore tradicional.
-
Podem mexer com cautela,
Não
se estraga, nem faz mal.

Com
seus olhos radiantes,
Vejo
o Manel a soprar
Numa
bola, das brilhantes,
Fazendo-a
rodopiar...

O
Pedrito esconde a cara,
Desaparece
em seguida.
Aposto
que se prepara
P'ra
pregar uma partida...

A pregar ao primo amigo,
Ao Ricardo tagarela.
- Mas cuidado co'o castigo,
Se
o teu Papá dá por ela!

Depois
pela noite fora
Nosso
Pai Natal chegou.
As
crianças sem demora,
Querem
ver o que deixou.

Tão
inocente alegria,
Ao
abrirem seus presentes!
É o
renovar da magia,
Tradição
das nossas gentes.

Agradeço numa prece
Ao Bom Jesus, Nosso Deus,
O muito amor que aparece
Na alma de todos os meus.
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